Fugindo um pouco do assunto principal do blog, fotografia, hoje vou falar de cinema. Acho que vou procurar escrever mais sobre outros assuntos, entretenimento, cultura, moda... Variar um pouquinho pra mim, que gosto de falar de vários assuntos, e pra quem ta lendo.
O filme, como não poderia deixar de ser, é Alice no País das Maravilhas. Depois de ler várias críticas negativas e me desdobrar para conseguir companhia para ir ao cinema (por incrível que pareça ninguém queria assistir, por só ter ouvido falarem mal, e eu acho deprimente ir ao cinema sozinha) finalmente vi o tão falado filme na semana passada. Sou do tipo que ‘paga pra ver’, afinal, não é porque não gostaram que eu também não vou gostar, né?
E não é que gostei que só do tal filme! Certamente não é o melhor da minha vida, mas valeu demais o esforço para arrumar companhia =) O que matou o filme foi algo que nem é do filme em si: a dublagem. Pois é, tive de assistir dublado. Nunca vi um filme que o público principal são jovens e adultos ter 90% das sessões no cinema dublado. Mas isso não vem ao caso.
A Alice, de Tim Burton, não é aquela menininha da história original, de Lewis Carroll. Na adaptação, ela tem 19 anos e passa por um dilema: casar-se com um lord ‘engomadinho’ e tolo, porque todos na sua família acreditam ser o melhor para ela, ou seguir sua vida do seu jeito. Quando ela cai no tal país das maravilhas, ou mundo subterrâneo, para ser mais exata, ela vive experiências que a fazem entender que só ela deve decidir o que é melhor para si, afinal, como a Rainha Branca lhe fala, ninguém pode decidir por ela, pois será ela, sozinha, que irá enfrentar seu destino.
No mundo subterrâneo, Alice encontra todos aqueles personagens pitorescos que conhecemos da nossa infância (com algumas ‘pequenas’ adaptações): o Chapeleiro Maluco, a sábia lagarta Absolem, as Rainhas Vermelha e Branca, o Gato Chesire (que está ótimo no filme) etc. Helena Boham Carter, no papel da Rainha Vermelha, rouba a cena. Li que ela interpretava sempre para uma câmera especial para deformar sua figura, lhe dando uma enorme cabeça. Mesmo louca e má, Burton faz transparecer para o público que sua maldade tem uma razão: a solidão e o fato de negar sua condição física. Acho o máximo porque o diretor consegue dar humanidade a seus personagens, mesmo os mais malvados.
Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco, está bom, mas para mim ele já interpretou personagens bem melhores, como em Piratas do Caribe, por exemplo, em especial o último filme da trilogia, "No Fim do Mundo”, quando em algumas cenas ele contracena com ele mesmo. Está perfeito!
As várias insinuações aos alucinógenos estão em grande parte do filme. A lagarta azul, Absolem, por exemplo, não sei de onde pode vir tanta inteligência considerando que ela deve ter passado toda a vida (não sei se lagarta vive muito) puxando fumaça daquela estranha maquininha. E os vários chás e porções que os personagens, em especial a pobre da Alice, volta e meia estão tomando... Minha sobrinha, prestes a completar 5 aninhos, estava perguntando se podia assistir ao filme, mas juntando os alucinógenos à violência e a algumas cenas bem chocantes, como quando Alice atravessa um rio pisando em ossos de crânios, realmente, não seria uma boa ideia.
Do que a crítica tem falado, acho que pode até estar certa, talvez não para mim, que não tenho um olhar tãaao apurado para a sétima arte. De modo geral, alguns personagens deixam a desejar e o filme não é, digamos, maravilhoso. Mas eu diria que fica no “muito bom”. Tim Burton capricha de tal forma nos pequenos detalhes, que fascina o telespectador. Uma pena não ter tido a oportunidade de assistir em 3D, que a crítica também tem xingado... Mas ai fica difícil, né? O melhor mesmo é deixar para ler as críticas depois de ter assistido o filme e tirado suas próprias conclusões...